Se não fosse a mulher tudo era triste, vazio, nada tinha
graça. Sem a existência dessa deusa, o mundo não seria essa maravilha que é, a
vida não seria tão imensamente gloriosa, o sol, a lua e as estrelas não
brilhariam com tanta nitidez, o amor não seria tão esplendoroso, tudo era
pálido, o pôr do sol não seria tão admirado, o crepúsculo não teria a força de
despertar nos apreciadores, energia de admiração, e o tempo era longo e
monótono.
Sem esse monumento feminil, produzida pelas mãos do sagrado
divino e inventor de todas as coisas úteis, as rosas, as orquídeas, os cravos,
as açucenas, as calceolárias, as camélias, as centáureas, os lírios, os
girassóis, as violetas, enfim, nenhuma espécie de flor teria o dote de
conquista e o privilégio de sedução existente na beleza, suavidade, harmonia e
aroma das flores. Se não existisse esse ser fenomenal não haveria nos homens,
realização, nem mesmo existiam sequer as posteridades.
Se não fosse essa musa, não haveria composições poéticas
capazes de desabrochar uma lágrima de felicidade dos olhos apaixonados, não
haveria inspirações nas poesias para amolecer os corações daqueles que não
conhecem o amor, nenhuma música seria bela e suave capaz de despertar
sentimentos profundos, nem mesmo a maior concentração de versos românticos
harmonizavam as palavras transformando-as em poemas, se não fosse esse encanto
de mulher, pois ela é tudo: é alegria, maravilhosa, gloriosa, o brilho esplendoroso,
é força, é o preenchimento do vazio, é a inspiradora das poesias, dos poemas,
da harmonia das músicas, é uma obra da divindade, responsável pela continuidade
da origem humana. Ela é um ser puro de dóceis sentimentos profundos e afetuosos
capazes de fazer dissolver os penedos dos corações duros e destinados
impiedosamente a cometer atos malignos.
Nada seria benéfico, nada teria formosura e brilho nítido
se não existisse neste belo mundo cheio de amor, diversão e plenitude essa
deusa chamada mulher.
Gilson Vasco
Escritor

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