Verbos são palavras que indicam
ações, estados ou fenômenos, situando-os no tempo. São classes de palavras que se flexionam em pessoa, número, tempo, modo e
voz.
Quanto
à estrutura, os verbos são compostos pelo radical, terminação e vogal temática.
Sendo o radical a parte invariável e que normalmente se repete, a terminação a
parte que é flexionada e a vogal temática que caracteriza a conjugação.
Especificamente
em Língua Portuguesa os verbos possuem três conjugações: ar, er, e ir. Isso é o
que também chamamos de primeira, segunda e terceira conjugações. Dessa forma,
para melhor compreensão podemos esquematizar assim:
1ª
Conjugação: verbos terminados em ar.
2ª
Conjugação: verbos terminados em er.
3ª
Conjugação: verbos terminados em ir.
Exemplos:
estud-ar, escrev-er, part-ir.
Morfologicamente, os
verbos classificam-se em regulares, irregulares, anômalos, defectivos e
abundantes.
São regulares quando flexionam-se de acordo com o
paradigma da conjugação.
Exemplos: estudar: eu estudo, tu estudas,
ele estuda, nós estudamos...
Irregulares quando não seguem o paradigma da conjugação.
Exemplos: caber: eu caibo... , medir:
eu meço...
Anômalos quando
sofrem modificação também no radical.
Exemplos: ir: eu vou..., ser:
eu sou...
Defectivos
quando não são conjugados em todas as formas.
Exemplos: falir:
não possui 1ª, 2ª e 3ª pessoa do presente do indicativo e presente do
subjuntivo.
Abundantes
quando possuem mais de uma forma de conjugação.
Exemplos: acendido: aceso, incluído: incluso.
Entre outras
flexões os verbos flexionam-se em número para concordar com o sujeito e substantivo que
acompanham; em pessoa; em tempo; em modo e em voz. Daí, dizer que os verbos se
inserem na classe de palavras variáveis. Assim:
Quanto ao número
podem ser singular e plural.
Quanto à pessoa
podem ser: 1ª pessoa: a que fala, 2ª pessoa: com quem se fala e 3ª pessoa: de
quem se fala.
Flexionam-se em
tempo para indicar o momento em que ocorrem os fatos: O presente é usado para fatos
que ocorrem no momento em que se fala, para fatos que ocorrem no dia-a-dia,
para fatos que costumam ocorrer com certa frequência.
Exemplos: Ela trabalha nessa empresa.
Ela costura todos os dias.
Usa-se o pretérito
perfeito para indicar fatos passados, observados depois de concluídos.
Exemplos: Ela trabalhou nessa
empresa veementemente. Ela costurou setenta peças num só dia.
Usa-se o pretérito
imperfeito para indicar fatos não concluídos no momento em que se fala como
também para falar de fatos que ocorriam com frequência no passado.
Exemplo: Ela costurava todos os
dias e ainda cuidava de cinco filhos pequenos.
Usa-se o pretérito
mais-que-perfeito para indicar fatos passados ocorridos anteriormente a outros
fatos passados.
Exemplo: Já costurava muito, quando
ingressou nessa empresa.
Usa-se o futuro do
presente para falar de fatos ainda não ocorridos, mas que ocorrerão depois que
se fala.
Exemplos: Ela costurará muito e será
bem sucedida na profissão.
Usa-se o futuro do
pretérito para indicar fatos futuros que dependem de outros fatos.
Exemplo: Ela trabalharia mais, se
tivesse menos filhos.
O modo verbal
indica de que forma o fato pode se realizar: se indicativo, se subjuntivo ou se
imperativo.
Explicando melhor:
Modo Indicativo para fato certo:
Exemplos: Eu
estudo, Nós escreveremos.
Modo Subjuntivo
para fato hipotético, desejo, dúvida:
Exemplos: Se eles
trabalhassem...
Modo Imperativo
para ordem, pedido:
Exemplos: Trabalhem
com afinco...Sejam estudiosos...
Há ainda três
formas nominais: infinitivo, gerúndio e particípio.
As vozes verbais
indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação.
Exemplos:
A voz ativa
acontece quando o sujeito pratica a ação.
Exemplos: O
professor elogiou o aluno.
Na voz passiva é o
sujeito quem recebe a ação:
Exemplo: O aluno
foi elogiado pelo professor...
Já na voz
reflexiva o sujeito é quem pratica e sofre a ação:
Exemplo: Dedicou-se
aos estudos.
Gilson Vasco

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