Já vimos
em oportunidades anteriores que a Morfologia dividiu as classes de palavras ou classes gramaticais em dez e que elas são substantivo, verbo,
adjetivo, pronome, artigo, numeral, preposição, conjunção, interjeição e
advérbio. Vimos ainda que essas categorias gramaticais são divididas em palavras variáveis e invariáveis. As variáveis são aquelas que variam em gênero,
número ou grau e as invariáveis são as que não variam, isto é, mantêm-se fixas, em
sua forma.
Assim, se
nas primeiras quatro partes desta série de artigos que estuda a Gramática,
teorizamos muito sobre a Morfologia em si, nos nossos próximos artigos
trabalharemos com essas dez classes gramaticais, iniciando pelo substantivo.
Sabemos
que os substantivos são palavras que nomeiam os
seres em geral, desde objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre
outros. São palavras que nomeiam seres,
lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre outros. Podem ser flexionados
em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau
(diminutivo, normal, aumentativo). Os substantivos podem ser simples, compostos, primitivos, derivados, próprios,
comuns, coletivos, concretos, abstratos, comuns de dois gêneros, sobrecomuns, epicenos
e de dois números.
Explicando melhor:
Comuns: nomeiam grupos de
seres da mesma espécie. Exemplos: jornal, país, cidade, animal, boca, beijo;
Próprios: nomeiam seres
particulares de uma determinada espécie. São os nomes de pessoas, cidades,
equipes de futebol, etc. Exemplos: Fortaleza, Salvador, Ceará, Brasil, América
do Norte;
Abstratos: nomeiam estados,
qualidades, sentimentos ou ações cuja existência depende de outros seres. Explica-se:
a beleza, por exemplo, precisa de algo concreto (um vaso, um rapaz, uma árvore)
para se manifestar. Ex: tristeza, cansaço, prazer, alegria, beleza, verdade,
ironia;
Concretos: nomeiam seres
cuja existência é própria, independente de outros.
Exemplos: beija-flor, mulher, Deus, vento, alma;
Exemplos: beija-flor, mulher, Deus, vento, alma;
Primitivos: são os nomes que
não derivam de outros. Exemplos: dia, noite, carroça, mar, água;
Derivados: são os nomes
formados a partir de outros. Exemplos: diarista (de dia), noitada (de noite),
carroceiro (de carroça), maremoto (de maré), aguaceiro (de água);
Simples: são os nomes que
apresentam apenas um elemento formador, um radical. Exemplos: caneta, pau,
flor, couve, água, cheiro;
Compostos: são os nomes
formados de dois ou mais elementos. Exemplos: caneta-tinteiro, couve-flor, água
de cheiro;
Coletivos: são os nomes comuns que servem para designar conjuntos de seres de
igual espécie. Exemplos: flora (de todas as plantas de uma região), tertúlia
(conjunto de pessoas amigas), floresta (conjunto de árvores), panapaná
(conjunto de borboletas).
Observe que um substantivo tem, ao mesmo tempo, várias classificações.
Mesa, por exemplo, é um substantivo comum, concreto, simples e primitivo.
Acontecimento, por sua vez, é comum, abstrato, simples e primitivo.
Depois de tudo, podemos perceber que o
substantivo é a classe gramatical de palavras
variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, lugares, sentimentos, estados, qualidades, ações, etc.
Gilson Vasco

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pela sua participação, seja comentando ou simplesmente visualizando.